O encontro entre natureza e cidade no olhar de Gabriela Herde
- 19 de mai.
- 2 min de leitura
Entre o oceano e a malha urbana, o Seas Garden nasce como um projeto que parte do entorno para construir sua própria linguagem.
No episódio 28 do Design For Life, Gabriela Herde apresenta um olhar sensível sobre arquitetura, onde cada escolha, do desenho à materialidade, responde não apenas à estética, mas à forma como os espaços são vividos.
Localizado em um ponto privilegiado da cidade, o projeto se abre para uma leitura ampla da paisagem, do oceano à reserva natural, passando pela malha urbana. Essa condição não aparece como pano de fundo, mas como ponto de partida, orientando decisões e organizando os espaços de forma natural.
É no topo que essa relação se torna mais evidente. Pensado desde o início como protagonista, o rooftop concentra esse olhar e traduz a proposta do edifício em um gesto claro, um espaço que se abre e enquadra a paisagem, incorporando a cidade ao cotidiano.
Ao mesmo tempo, o projeto se afasta de soluções genéricas ao trabalhar a escala dos ambientes de forma mais contida. Cada espaço foi desenhado com atenção ao uso, criando atmosferas distintas que se conectam com naturalidade e fazem parte da rotina.
“Você não precisa esperar um grande dia para usar. Ele faz parte da sua rotina.”

FOTO: JUAN BRELAZ
A linguagem se constrói na continuidade. A marcenaria assume um papel central, conectando ambientes e criando unidade visual, enquanto os materiais naturais aparecem de forma precisa, sem excessos. Em alguns pontos, formas orgânicas surgem como contraponto, trazendo movimento sem dominar o conjunto.
Mais do que o resultado, o projeto carrega o percurso de quem o desenhou. Gabriela Herde cresceu dentro do universo da construção e traz essa vivência para a forma como pensa arquitetura hoje, equilibrando intenção, execução e uso real dos espaços.
“Eu faço como se fosse para mim.”
A linguagem se constrói na continuidade. A marcenaria assume um papel central, conectando ambientes e criando unidade visual, enquanto os materiais naturais aparecem de forma precisa, sem excessos. Em alguns pontos, formas orgânicas surgem como contraponto, trazendo movimento sem dominar o conjunto.
É também nesse cuidado com a materialidade e o mobiliário que entram marcas como a Breton e a SCA, contribuindo para a construção dos ambientes e reforçando a leitura do projeto como um todo.
Mais do que o resultado, o projeto carrega o percurso de quem o desenhou. Gabriela Herde cresceu dentro do universo da construção e traz essa vivência para a forma como pensa arquitetura hoje, equilibrando intenção, execução e uso real dos espaços.
“Eu faço como se fosse para mim.”
Essa relação direta com o processo se reflete no cuidado com cada decisão. Para Gabriela, projetar não está separado de entregar, envolve equipe, acompanhamento e um compromisso constante com o resultado.
“É como se fosse um filho que eu entrego para ser cuidado por outros.”
FOTOS: ADRIANA BASTOS @pordrikabastos
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